Tarifa global de 15% imposta por Trump aumenta instabilidade para exportações brasileiras, diz Fiemg
Para a federação de MG, a sinalização de Trump “amplia o cenário de instabilidade e pode impactar produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, afetando planejamento, contratos e investimentos”
Por Rafael Vazquez, Valor — São Paulo
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/5/h/ICIoqFSrCgOQZU1CYb0Q/2026-01-20t201649z-552154811-rc285ja1061v-rtrmadp-3-usa-trump.jpg)
Movimento de Trump veio após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado as taxas impostas anteriormente — Foto: Jessica Koscielniak/Reuters
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) criticou, nesta segunda-feira (23), o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pretende impor uma nova tarifa global de 15% sobre todos os países com base na Seção 122 da legislação do país. O movimento veio após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos ter derrubado, na última sexta-feira (20), as taxas anteriormente impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).
Para a federação que representa a indústria mineira, a sinalização de Trump “amplia o cenário de instabilidade e pode impactar produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, afetando planejamento, contratos e investimentos”.
De acordo com a Fiemg, por se tratar de uma medida aplicada de forma uniforme a todos os países, a competitividade relativa do Brasil em comparação com outros fornecedores tende a ser preservada, diferentemente do ano passado, quando o país inicialmente sofreu uma taxação maior diante da tentativa de Trump reverter a condenação judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, a falta de previsibilidade impactará a indústria inteira.
“O setor produtivo precisa de previsibilidade. Mudanças sucessivas nas regras comerciais geram insegurança e comprometem o ambiente de negócios. Ainda assim, é importante destacar que a aplicação global da tarifa mantém condições isonômicas de de concorrência, o que reduz distorções competitivas”, afirma em nota Flávio Roscoe, presidente da Fiemg.
A entidade diz ainda que seguirá monitorando os desdobramentos e defende o diálogo entre os países como “caminho para evitar a escalada de medidas que prejudiquem o comércio internacional e para assegurar condições equilibradas às empresas mineiras”.