Acordo entre Mercosul e União Europeia abre mercado e cria nova rota de crescimento para empresas brasileiras
A entrada em vigor do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) abre uma nova janela de crescimento para empresas brasileiras. Com a eliminação gradual de tarifas sobre 90% do comércio bilateral e acesso ampliado a um mercado de aproximadamente 450 milhões de consumidores, o tratado tem potencial para ampliar o mercado internacional, atrair investimentos e fortalecer a competitividade nacional.
Contudo, transformar potencial em resultado exigirá mais do que a assinatura do acordo. Esse tema foi analisado no seminário Mercosul-União Europeia: Caminhos Práticos para a Competitividade Internacional, realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), pelo Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo (Sindasp) e pelo Sebrae-SP, na última quinta-feira (18).
Na abertura do encontro, Rubens Medrano, presidente do Conselho de Relações Internacionais da FecomercioSP, e vice-presidente da Entidade, destacou que o acordo representa uma decisão estratégica do Brasil em um momento marcado pelo avanço do protecionismo e pela reorganização das cadeias globais de produção.
O desafio, agora, é transformar os benefícios previstos no tratado em resultados concretos. Para os especialistas, o acordo deve ser visto como uma plataforma de expansão a empresas que busquem novos mercados, investimentos e ganhos de competitividade.
Nova geopolítica cria janela de oportunidade para o Brasil
Durante o evento, André Sacconato, assessor da FecomercioSP, avaliou que a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China está redesenhando as cadeias globais de produção e criando oportunidades para países capazes de ampliar sua inserção internacional.
Segundo ele, o Brasil precisa aproveitar esse movimento para fortalecer a sua participação no comércio exterior por meio de uma abertura comercial gradual, combinada a investimentos em inovação, produtividade e modernização industrial. "A grande oportunidade do Brasil é fazer uma abertura inteligente, ampliando sua integração ao comércio internacional sem abrir mão de uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo", disse.